domingo, janeiro 29, 2006

Momentos difíceis

Estou me forçando a escrever. Nada tá saindo bom! Nem poesia, nem prosa...onde estão afinal os momentos de catarse? Acho que os esqueci em alguma viagem que fiz...

sábado, janeiro 28, 2006

Temporal

Não esquecerei da regência do verbo esquecer nem da tempestade de ontem. Também não de que estou sem inspiração, mas nem por isso deixando de ser feliz. Faz sentido agora, depois do culminante da catástrofe, comentar o quanto gostei de ver-te ali, concreto molhado, pés descalços acariciando o chão de pedra, a zurzir numa martelada só as batidas já intrépidas do meu coração. Não te culpo por ser cruel, apenas existes...também não me culpo por não saber controlar este impulso, já que este é, isento de mim, a maior luta interna que estou enfrentando...

quarta-feira, janeiro 25, 2006

Setiba


Guarapari foi deixada no anzol, como isca pruma próxima viagem. Um mar aberto, límpido. Voltei mais gordo, cheio de muqueca, temperada pelos baianos. Era casa de baiano sim, mas não tinha sotaque, nem jeito. O único preguiçoso era eu, dormindo o dia inteiro e tenso com provas do curso. Mas que surge em mim algo de novo é quase impossível de esconder, parece até que o intermitentes perdeu o sentido, de forma que não consigo enxergar nessa foto o velho e o mar, mas algum crusoé. Ainda volto de encontro ao mar bipartido de guarapari na praia de setiba e vou deixar que me beijem suas duplas ondas...

quarta-feira, janeiro 18, 2006

De malas prontas pra Guarapari

É. To fugindo do Rio de novo. Isso não é um spa, mas a expectativa é voltar alguns quilos mais magro, com pele mais morena, com cabelos ressecados de praia e com um corpo mais forte. Depois de tempos aqui, olhando a faceta idêntica dos mesmos amores [e como direi eu, ainda fixado numa mesma pessoa], tenho em vista abstrações e algumas idéias novas de projetos de longo prazo, como já untado em mim, a desunião do que nunca se uniu. União é coisa recíproca, né? Pseudo-união fica melhor. Falsunião, talvez...enquanto to sem verbo, faço planos pro futuro, e espero mudar de literatura depois de finda fase, afinal, sempre achei que jugular fosse verbo, por isso eu conjugo:

Eu jugulo
Tu jugulas
Ele jugula
Nós jugulamos
Vós jugulais
Eles jugulam

no presente do indicativo. Falta dar significado. Alguém se propõe?

domingo, janeiro 08, 2006

A verdadeira face do fins intermitentes


Este sou eu. Este é meu bairro. Esta é minha rua. E esta é a minha vida. Sei que decerto poderia não haver nada de interessante nela, afinal, como milhares de brasileiros natos, de cabelos pretos encaracolados, sorrio em falso à miséria que me é exposta. O começo muitos já ouviram em algum lugar, não soa estranho, mesmo por fazer parte de um conteúdo hermético e danificado. Se dentro surge um cicio, uma carícia em ondas sobre a movimentação do ar, é meu grito contido que está prestes a se romper. Mas ninguém conta assim. Tudo começa do começo. Dado que nasci em doze de novembro de mil novescentos e oitenta e três, sigo as tendências de um escorpião e de um javali, por mais que seja eu não-místico, e completamente fascinado pelo misticismo. A minha questão sempre foi imaginar como dois bichos tão ferozes, pudessem simbolizar o que de fato sou; eu, tão sensível, representado por duas ameaças. Minha história começa aqui, ainda que eu me negue a contar exatamente com precisão milimétrica, cada detalhe...e essa é a verdadeira face do fins intermitentes.

terça-feira, janeiro 03, 2006

O Amor e a Distância


Ora estamos juntos. Ora separados, dois planetas em órbita elíptica, eqüidistantes e eclipsados um pelo outro. Tenho a norma poética de manter distância, já que não podemos colidir. Mas se tu soubesses como te amo, talvez entenderias. Tu, como criança, a brincar de pés descalços no chão empoçado de lama e chuva, tens no peito uma alma que reverbera a pureza que não há numa adulta. Vê em mim, de olho brilhoso, num frenesi a observar teus passos, o que provocas. O ano começa na graça de um Domingo, mas nunca em mim foi tão começo de semana quanto Terça-feira, ver tresloucado e imundo, teu riso soturno e breve. A imagem apenas, de um planeta, que se mantêm distante pela órbita segura da gravidade do problema. Te amo de longe, com erros de gramática e precisões numéricas.

segunda-feira, janeiro 02, 2006

2006 e a Liberdade

...e o intermitentes vira mais uma vez de ano. 2004-2005, 2005-2006. Se isto aqui vai completar mais um ano eu não sei. Depende da mão, do pé, do que sinto. Se continuar tudo intermitente. Se eu continuar com o cloridrato de venlafaxina, enriquecendo a indústria de remédios com algum dinheirinho. Toma-lá-dá-cá, afinal dizemos, enquanto passo entretido com cápsulas amarelinhas e bolinhas brancas contendo o princípio ativo, eu divirto outros com literatura. Se é boa, ruim, não sei. Mas é o que escrevo, afinal. Ser livre é isso. E se uma coisa descobri em mim nesse ano de 2005, é que consigo ser sintetizado em apenas uma palavra, que melhor me descreve: "liberdade".